Pesquisa revela o perfil ético dos profissionais brasileiros

Postado por em 15 junho 2013, às 12 : 35 PM Imprimir


Levantamento com 3.211 pessoas de 45 empresas privadas do País traz opinião sobre temas como suborno, presentes, atalho e denúncia

Um estudo do ICTS, intitulado “O perfil ético dos profissionais nas corporações brasileiras”, indica que é falsa a crença de que “o brasileiro é corrupto por natureza”. A pesquisa foi realizada com 3.211 pessoas de 45 empresas privadas.

O levantamento mostra que apenas 11% das pessoas têm perfil não aderente à ética organizacional, ou seja, não seguem o código de ética da empresa. A má notícia é de apesar de 20% serem aderentes à ética organizacional, outros 69% são flexíveis e podem atuar de forma ética ou antiética de acordo com as circunstâncias.

De acordo com Renato Santos, responsável pela pesquisa e gerente da unidade de negócio Análise de Aderência à Ética Empresarial da ICTS, os números revelam a importância de as empresas realizarem a gestão da ética de forma clara, contínua e pragmática. “O primeiro passo para a prevenção está na seleção de pessoas com o perfil ético adequado por meio de ferramentas de análise de aderência ética, diz. “Além deste filtro, é extremamente importante influenciar de maneira positiva esta maioria que tem o comportamento flexível com ações como a criação de um comitê de ética, canal de denúncia indepentende, entre outras”, completa.

Para Santos, as empresas brasileiras perceberam que a adoção da gestão da ética é fundamental não apenas por uma adequação formal, mas também porque impacta no resultado financeiro destas organizações ao evitar possíveis fraudes contábeis ou mesmo favorecimento de fornecedores com orçamentos inadequados, por exemplo. “Outro fator que tem feito aumentar a demanda pela gestão da ética é o Projeto de Lei 6826/10 batizado de Lei Anticorrupção que define a responsabilização administrativa e civil de empresas que pratiquem atos contras a Administração Pública nacional e estrangeira”, aleta.

O estudo da ICTS, empresa brasileira com a mais abrangente atuação no mercado de risco de negócios, foi realizado por meio de 3.211 entrevistas quantitativas e qualitativas com profissionais de 45 empresas privadas nacionais. A pesquisa levou em conta o comportamento dos profissionais diante de dilemas sobre a ética como a denúncia, convívio, atalho, furto, suborno, presente e informação, além de analisar as variáveis de gênero, maturidade, escolaridade, faixa salarial e hierarquia.

Abaixo, os principais resultados do estudo divididos por cada um dos dilemas éticos abordados.

Denúncia – De acordo com a pesquisa, 56% dos entrevistados somente denunciarão atos antiéticos cometidos por colegas de trabalho se forem incentivados pela organização. As mulheres e os níveis operacionais tendem a hesitar mais, 61% e 60%, respectivamente.

Convívio – Os dados mostram que 52% dos profissionais tendem a conviver sem restrições com atos antiéticos, sendo que o índice sobe para 55% e 59% para não graduados que ganham até R$ 3 mil por mês e níveis operacionais, respectivamente.

Atalho – Outro ponto abordado no levantamento é a questão do atalho dentro das corporações. De acordo com os resultados, 48% dos profissionais tendem a adotar atalhos antiéticos para atingir suas metas, sendo que este índice chega a 50% no caso dos homens e a 53% em adultos (maiores de 34 anos).

Furto – Com relação ao dilema ético do furto, 18% dos pesquisados admitem que furtariam valores consideráveis da organização. O índice é mais alto para homens (21%), nível operacional (24%) e não graduados (25%).

Suborno – Os dados apontam também que 38% dos profissionais aceitariam suborno para beneficiar um fornecedor dependendo das circunstâncias ou 43% para o caso de homens adultos não graduados, onde o índice atinge seu nível mais elevado.

Presente – A aceitação de presentes também foi levada em conta na pesquisa e 40% dos profissionais beneficiariam um fornecedor em troca de brindes. No nível operacional a taxa é elevada a 43%.

Informação – Segundo o estudo, 28% dos profissionais tendem a utilizar informações confidenciais para proveito próprio ou para terceiros, sendo que gestores adultos e graduados (32%) são ainda mais propensos a este tipo de atitude.

Sobre a ICTS

Estabelecida no Brasil desde 1995, a ICTS atua no mercado de riscos de negócios. Com três escritórios no país a atua na consultoria, auditoria interna, segurança e serviços.

Fonte: Portal Administradores


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